Uma abordagem sobre o tema. Pela prof. Virgínia

Função do ferro: esse nutriente tem, entre outras funções, a de participar da formação da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio para todas as células do corpo.

A deficiência de ferro pode se apresentar sob a forma de anemia, que afeta vários sistemas orgânicos. Na anemia a concentração de hemoglobina no sangue está anormalmente baixa, devido à carência de ferro ou outro nutriente essencial, como folatos, proteínas, vitamina B12 e cobre. Mas anemia por deficiência de ferro é, atualmente, um dos mais graves problemas nutricionais mundiais em termos de prevalência, principalmente , devido à ingestão deficiente desse mineral.

Conseqüências da anemia: Em crianças a anemia pode levar ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem, da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nos adultos, a anemia produz fadiga e diminui a capacidade produtiva.

            A Anemia por Deficiência de Ferro é a carência nutricional de maior magnitude no mundo, sendo considerada uma carência em expansão em todos os segmentos sociais, atingindo principalmente crianças menores de dois anos e gestantes. Embora ainda não haja um levantamento nacional, estudos apontam que aproximadamente metade dos pré-escolares brasileiros sejam anêmicos (cerca de 4,8 milhões de crianças) com a prevalência chegando a 67,6% nas idades entre seis e 24 meses. No caso de gestantes, estima-se uma média nacional de prevalência de anemia em torno de 30%.

            Em decorrência das altas prevalências de anemia, em 1999, o governo brasileiro, a sociedade civil e científica, organismos internacionais e as indústrias brasileiras firmaram o Compromisso Social para a redução da Anemia Ferropriva no Brasil. Este compromisso, que foi corroborado pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição neste mesmo ano, explicitou a necessidade de implementação das seguintes estratégias de intervenção em nível nacional: fortificação das farinhas de trigo e de milho com ferro, suplementação medicamentosa de ferro para grupos vulneráveis e orientação alimentar e nutricional.

            Em 2001 o Ministério da Saúde tornou obrigatória a adição de ferro (30% IDR ou 4,2mg/100g) e ácido fólico (70% IDR ou 150µg) nas farinhas de milho e trigo. Esta medida tem o objetivo de aumentar a disponibilidade de alimentos ricos em ferro e ácido fólico para a população brasileira e assim contribuir para a redução da prevalência de anemia e defeitos do tudo neural no Brasil.

             Além disso, o Ministério da Saúde está em fase de implantação do Programa Nacional de Suplementação de Ferro em todos os municípios, cujo objetivo é promover a suplementação universal de crianças de 6 a 18 meses, gestantes a partir da 20ª semana e mulheres no pós-parto.

            Os suplementos de ferro serão distribuídos, gratuitamente, nas unidades de saúde que conformam a rede do SUS em todos os municípios brasileiros, de acordo com o número de crianças e mulheres que atendam ao perfil de sujeitos da ação do Programa.

            Além da suplementação preventiva, as mulheres e os responsáveis pelas crianças atendidas pelo Programa serão orientados acerca de uma alimentação saudável e sobre a importância do consumo de alimentos ricos em ferro, incluindo informações sobre alimentos facilitadores ou dificultadores da absorção do ferro, com vistas à prevenção da anemia por deficiência de ferro..   

 

(fonte: www.saude.gov.br/nutricao acesso em 13/11/2006)

Comentário sobre a resposta do Município
----- Original Message -----
From: Maria Virginia Lopes da Silva
To: curtadistancia@googlegroups.com
Sent: Sunday, November 12, 2006 1:43 PM
Subject: Re: Re:anemia ferropriva

Paulo, boa tarde.
Sobre os exames pediódicos, o que eu sei é que existe um programa da Prefeitura (não sei se é só de Vitória), que se chama Saúde do Escolar. Periodicamente cada aluno do ensino fundamental é pesado, medido, são feitos exames odontológicos, me parece que também de vista e análises bioquímicas, entre elas as que detectam anemia ferropriva. Vou tentar me informar para ter certeza dessas informações.
 
Achei esse artigo sobre uma pesquisa feita em Pelotas (RS) http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v7n4/04.pdf, que encontrou 53% de prevalência, mas as crianças eram as atendidas pela pastoral da criança, ou seja, toda a amostragem era de baixa renda.
 Um abraço Virginia

 
Como o Município de Vitória lida com problema?
Eis a resposta da mensagem que enviamos à Secretaria Municipal de Saúde
 
----- Original Message -----
From: "ADRIANA de jesus dos santos" <dikajesus@hotmail.com>
 
Sent: Friday, November 10, 2006 12:10 PM
Subject: Anemia ferropriva

> Bom Dia, Paulo!
>
> Sou nutricionista do Programa Saúde da Criança/Sec. Municipal de Saúde/PMV e
> recebi seu e-mail através da Drª Henriqueta Sacramento/PMV e atenderei à sua
> solicitação. No Município de Vitória, antes mesmo de surgir o Programa
> Nacional de Suplementação de Ferro do Ministério da Saúde, já era realizada
> a suplementação de ferro para prematuros maiores que 1500g e recém-nascidos
> de baixo peso,a partir do 30° dia de vida até 2 anos de idade, gestantes a
> partir da 12ª semana e mulheres pós parto e pós aborto.Recentemente
> realizamos um treinamento para profissionais das Unidades de saúde
> implantando o Programa do Ministério da Saúde adaptado do Município e também
> foram feitas adaptações dos materiais informativos a serem utilizados pelos
> profissionais e usuários, tais como confecção de calendários para registro
> das doses de sulfato ferroso de tamanho reduzido, confecção de Tabelas de
> recomendação de Suplementação de ferro e outros.Estarei enviando para você o
> Projeto PNSF e qualquer dúvida ou mais informações pode entrar em
> contato.Sei também que no Programa Saúde Escolar/PMV todos os alunos da 1ª
> série fazem avaliação através de exames parasitológicos e hemograma, mas
> infelizmente não posso te dar informações maiores sobre essa ação.
>
> Espero ter ajudado, boa sorte!
>
> Adriana de Jesus dos Santos
>
Um comentário sobre a nota da Tribuna
From: Maria Virginia Lopes da Silva
To: curtadistancia@googlegroups.com
Sent: Friday, November 10, 2006 8:33 AM
Subject: Re: Re:anemia ferropriva

Temos que tomarmuito cuidado com o que colocar. Naquela foto da Tribuna, a legenda informa que é necessária a suplementação de ferro a todas as crianças e isso não é verdade.Só é necessária a suplementação quando há anemia. Estou pesquisando o tema,...
Virginia
sedimentando uma idéia


Bem vindo ao blog de estudos sobre Anemia Ferropriva.


 

Este blog é fruto de um trabalho para o curso de Educação à Distância oferecido pela Universidade Católica de Brasília no ano de 2006.

 

Nosso grupo, formado por Paulo, Nedir e Virgínia escolheu alguns temas para que cada um de nós adequasse à sua disciplina e formação.

 

Muitos são os temas que podem motivar uma conversa de uma administradora, uma nutricionista e um advogado. Distribuição alimentar, as portarias dos ministérios, soja transgênica e cultivares alternativos são algumas delas.

 

A deficiência de ferro tornou-se o nosso tema preferido. A Anemia Ferropriva pode refletir no aprendizado. Que tema poderia chamar mais a atenção de três professores?

 

Aprofundando o tema, inspiramo-nos em duas idéias. A primeira delas surgiu após uma visita à pág. do Grupo TEIA (Tecnologia e Estudos para a Infância e Adolescência) onde se percebe o alto índice de problemas enfrentados pelos jovens brasileiros.

.

 

A outra fonte foi uma dissertação de mestrado defendida em 20 de dezembro de 2000, pelo médico pediatra Antonio de Pádua Carneiro Almeida que apontou um alarmante índice de anemia ferropriva nos estudantes de 06 meses à 7 anos nos centros de educação infantil municipal das escolas públicas de Vitória Capital do Espírito Santo.

 

Segundo o resumo do trabalho há um elevado percentual de anemia e deficiência de ferro em crianças de Vitória, principalmente na faixa etária entre 6 e 24 meses. Dentre outras informações, o resumo traz uma tabela mostrando os estudos realizados nas capitais dos Estados brasileiros, comparando-os com a média dos países desenvolvidos.

 

Para alimentar nossa discussão, o jornal A TRIBUNA publicou, durante os trabalhos uma nota sobre o tema.Veja:

 

 

 




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